Sete perguntas para fazer antes de marcar com um radiestesista

Robertha DutraRobertha DutraRadiestesia NeuroVibracional

Tem uma cena que se repete. A mulher está com o celular na mão, olhando o perfil de alguém que oferece atendimento energético, e não sabe o que perguntar. Não é ceticismo. É falta de palavra. Ela nunca contratou nada parecido, não conhece ninguém que tenha contratado, e a única coisa que ela consegue escrever é “do que se trata?” ou “me conta do zero”.

Daí ela marca no impulso, ou desiste no impulso. As duas decisões são tomadas pelo mesmo motivo: não havia critério nenhum na mesa.

São sete perguntas para fazer antes de marcar com qualquer profissional dessa área. Nenhuma delas exige que você entenda de radiestesia. Todas elas separam quem tem método de quem tem discurso.

E antes da primeira: você tem o direito de fazer essas perguntas e o direito de ir embora se a resposta for vaga. Ninguém que leva a própria prática a sério se ofende com pergunta clara. Quem se ofende já respondeu.

O que exatamente eu recebo depois que a sessão acaba?

Começo por essa porque é a mais fácil de responder, e é a que mais gente erra.

Repare na diferença entre duas respostas possíveis. Uma diz que você vai sair mais leve, com a energia renovada. A outra diz que você recebe por escrito o que foi medido, com data, e o que foi ajustado.

A primeira descreve uma sensação. Sensação passa. Daqui a três semanas você não vai conseguir dizer se aquilo aconteceu de verdade ou se você só dormiu bem naquela noite.

A segunda descreve uma coisa que fica na sua mão. E é com ela que você vai comparar depois.

Não é sobre ter papel bonito. É sobre existir algum registro fora da sua memória. Memória de mulher exausta é péssima testemunha, e a minha também é.

Com o que eu vou poder comparar isso daqui a dois meses?

Pergunta irmã da primeira, e mais dura que ela.

Se a pessoa mediu alguma coisa, existe uma unidade e uma escala. Pergunte quais são. Pergunte o que estava em quanto e ficou em quanto. Você não precisa entender a escala para usar a resposta. Precisa que ela exista, que tenha nome e que seja a mesma escala na próxima vez.

Quando não existe medida, o único jeito de saber se melhorou é você se perguntar como está se sentindo, num dia qualquer, sem referência. É assim que quem não mudou nada jura que mudou, e é assim que quem mudou bastante conclui que não adiantou.

Quem não mede, acha. Achar é uma palavra honesta, desde que dita em voz alta.

Você promete resultado?

Aqui o sinal se inverte: a boa resposta é a que decepciona um pouco.

Se prometeram acabar de vez com a sua questão, desconfie. Se prometeram prazo fechado, desconfie mais. Ninguém que lida com gente de verdade sabe quanto tempo uma pessoa leva.

O que dá para prometer com honestidade é o processo, nunca o desfecho: que vai ser medido, que vai ficar registrado, que vai ser acompanhado. O que acontece com você a partir daí depende de coisas que ninguém controla, você inclusive.

Promessa grande quase sempre diz mais sobre a necessidade de fechar do que sobre a capacidade de entregar.

O que você não faz?

Essa é a minha preferida, e é a que mais causa constrangimento.

Quem tem método sabe onde ele termina. Responde rápido e sem se defender: isso eu não faço, isso eu não meço, isso aqui não é comigo, para isso você procura outro tipo de profissional.

Quem não tem método ouve a pergunta como ofensa ou responde que a técnica alcança tudo. Uma prática que serve para qualquer coisa não serve direito para nada, porque nunca precisou escolher.

A radiestesia mede campo. É bastante coisa, e não é tudo. Ela não conserta relação sozinha, não paga conta e não anda no seu lugar. Continua sendo você que decide, na segunda-feira, o que fazer com o que apareceu.

Isso substitui médico ou psicólogo?

Faça essa pergunta olhando no olho e escute a resposta inteira.

A única resposta aceitável é não. Não substitui, não concorre e não opina sobre conduta clínica. Se alguém sugerir que o acompanhamento que você já faz virou desnecessário, encerre a conversa ali. Não é diferença de estilo. É a sua segurança.

Prática complementar é isso mesmo: soma. Parte do que pesa numa pessoa tem endereço clínico, e profissional que não sabe apontar esse endereço é um risco, não um diferencial.

E se não mudar nada?

Pouca gente faz essa pergunta, e ela vale por três.

Você não está pedindo garantia. Está pedindo para ver o que acontece no pior cenário. Quem conduz um processo tem resposta pronta: olha o que ficou registrado, compara com o ponto de partida e diz o que faz a partir dali. Às vezes o que se faz a partir dali é reconhecer que não é ali que a sua questão se resolve.

A resposta ruim vem em duas versões. A primeira devolve a conta para você: você não estava aberta, você não confiou o bastante. A segunda oferece mais do mesmo, sempre em seguida, sempre pago.

Quem já pensou no que fazer quando não funciona já viu não funcionar. Isso é experiência, não fraqueza.

Quem responde às minhas dúvidas depois, e por quanto tempo?

A dúvida quase nunca aparece durante o atendimento. Ela aparece três dias depois, num domingo à noite, quando alguma coisa mexe e você não sabe se aquilo era esperado.

Pergunte quem responde: a mesma pessoa que te atendeu ou alguém da equipe dela. Pergunte por onde: mensagem, áudio, e-mail. E pergunte até quando, com prazo declarado.

Se a resposta for um “qualquer coisa me chama” sem contorno nenhum, você acabou de descobrir que o combinado termina quando a sessão termina. Um prazo curto e dito em voz alta vale mais do que uma disponibilidade eterna que ninguém escreveu em lugar nenhum.

Escreva as sete num papel antes de marcar qualquer coisa e anote ao lado a resposta que você receber. O padrão aparece rápido: boa resposta é curta, específica e um pouco sem graça, e resposta ruim é longa, bonita e não cabe numa linha. Repare que nenhuma delas exige que você acredite em alguma coisa: não testam a sua fé, testam o método de quem vai atender, e por isso servem igual para quem já fez terapia a vida toda e para quem está cogitando algo desse tipo pela primeira vez. Se três das sete voltarem vagas, guarde o seu dinheiro: não é a hora, ou não é com essa pessoa.

É sobre esse tipo de critério que eu escrevo no meu perfil, para quem quiser acompanhar.

A Radiestesia é uma prática complementar. Não substitui acompanhamento médico ou psicológico.

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